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Património

História do Polana Serena Hotel

‘Se Lourenço Marques conseguir um belo hotel, é a mim que a cidade o deve.’
- Coronel Alexandre Lopes Galvão 1917

Foi em 1917 que surgiu pela primeira vez a ideia de um hotel de luxo em Maputo. Naquele tempo, os líderes da cidade pretendiam que o hotel “exaltasse a arte e a arquitectura latinas” e representasse tudo o que fosse bom e português”. Pretendia ser um marco nacional que “exaltasse o patriotismo nacional e aspirações legítimas" o primeiro projecto do hotel encontrou tanto um apoio entusiástico como uma oposição considerável, de tal forma que o projecto demorou cinco anos a ser finalizado e a começarem as fundações Incansável no seu apoio ao hotel foi o Coronel Alexandre Lopes Galvão que, quando ao regressar à cidade verificou que o seu estimado projecto ainda não tinha sido iniciado, escreveu:

"Cheguei a Lourenço Marques em 1917 e notei que ainda não havia um hotel adequado para receber personalidades importantes que nos visitassem. Naquela altura Adriano Maia avisou-me que os seus amigos no Transvaal estavam preparados para construir um grande hotel em Lourenço Marques. Apresentei o assunto ao Governador General Massano de Amorim que concordou e me autorizou a entrar em negociações. Em resumo, se Lourenço Marques conseguiu um belo hotel, inaugurado em 1922, a cidade a mim o deve”.

Não é claro se a decisão de construir o hotel se deveu ou não aos esforços do coronel, mas até 1918, sete empresas de construção apresentaram propostas para a obra, para além de inúmeros projectos.

História do Polana Hotel

‘Se Lourenço Marques conseguir ter um belo hotel, é a mim que a cidade o deve.’
- Coronel Alexandre Lopes Galvão 1917

Foi em 1917 que surgiu, pela primeira vez, a ideia de um hotel de luxo em Maputo. Naquele tempo, os líderes da cidade pretendiam que o hotel “exaltasse a arte e a arquitectura latinas” e representasse tudo o que fosse bom e português”. Pretendiam que fosse um marco nacional que “exaltasse o patriotismo nacional e aspirações legítimas", o primeiro projecto do hotel encontrou tanto um apoio entusiástico como uma oposição considerável, de tal forma que o projecto demorou cinco anos a ser finalizado e a começarem as fundações. Incansável no seu apoio ao hote,l foi o Coronel Alexandre Lopes Galvão que, quando ao regressar à cidade verificou que o seu estimado projecto ainda não tinha sido iniciado, escreveu:

"Cheguei a Lourenço Marques em 1917 e notei que ainda não havia um hotel adequado para receber personalidades importantes que nos visitassem. Naquela altura Adriano Maia avisou-me que os seus amigos no Transvaal estavam preparados para construir um grande hotel em Lourenço Marques. Apresentei o assunto ao Governador General Massano de Amorim que concordou e me autorizou a entrar em negociações. Em resumo, se Lourenço Marques conseguiu um belo hotel, inaugurado em 1922, a cidade a mim o deve”.

Não é evidente se a decisão de construir o hotel foi devida aos esforços do coronel, mas até 1918, sete empresas de construção apresentaram propostas para a obra, para além de inúmeros projectos.

Projectado por Sir Herbert Baker em ‘Estilo Palácio’

O projecto vencedor foi apresentado pelo arquitecto inglês, Sir Herbert Baker (1862-1946), que optou por uma construção em “Estilo Palácio”, que estava em voga no momento, e que já tinha usado, com grande sucesso, em diversos edifícios em África, na Europa e na Austrália. Um arquitecto mundialmente famoso, que foi a força dominante na arquitectura sul-africana durante duas décadas (1892-1812), Sir Herbert projectou inúmeros edifícios elegantes em África, entre os mais conhecidos encontram-se os Union Buildings de Pretória, a Estação de Pretória, o Rhodes Memorial e as propriedades vinícolas Boshendal, Franschhoek e Stellenbosch, referindo apenas alguns projetos.

Um dos melhores e mais modernos hoteis em África em 1922

A construção do hotel começou no início dos anos 20 e foi realizada pela Delagoa Bay Engineering Works, sob a direcção de Hugh Le May, que estimou que o novo hotel teria um custo de 200.000 libras (incluindo um elevador e todo o design interior). Em Junho de 1922, o hotel ficou concluído com um custo total de 300.000 libras e foi aclamado como "um dos melhores hotéis em África, sem rival em qualquer porto do sul e com muito poucos hotéis no mundo com condições equiparadas”.

O recreio dos milionários

Ao longo dos dez anos seguintes, a elegância e a graça deste hotel único fizeram com que fosse considerado não só como um dos locais mais prestigiados para ficar no sul de África, mas também um dos hotéis com mais carácter do mundo. Em 1936, a proeminência do hotel era tal que foi comprado pelo milionário I.W. Schlesinger, que supostamente terá pago 400.000 libras por ele. Este manteve-o durante os anos da guerra e deixou-o em testamento ao seu filho John que o manteve até 1963.

A capital da espionagem e da contra espionagem

Foi, porém, nos anos da guerra que o Hotel Polana alcançou, talvez, a sua maior fama. Como parte do império português, o hotel era o local de reunião neutro ideal para espiões e agentes secretos, quer das forças aliadas quer das forças Alemã e Italiana. Aqui, ambos os lados estavam à vontade para realizar complexas negociações de espionagem e contra espionagem, livres dos constrangimentos que teriam em qualquer outro local no continente. De facto, o hotel era conhecido como um local onde espiões da África do Sul, Inglaterra, América, Alemanha e Itália estavam tão descontraídos que conseguiam até "trocar saudações amistosas” quando se cruzavam nos corredores e nos bares daquela que se tornou conhecida como a “Grande Dama” de África.

Um tesouro cultural moçambicano

Vendido em 1963 ao governo de Moçambique, o hotel foi gerido primeiro pelo Hotel Estoril Sol e, mais tarde pela empresa sul-africana Karos. Em 2002, a gestão do hotel foi transferida para as mãos cuidadosas da Fundação Aga Khan para o Desenvolvimento Económico, que iniciou uma renovação detalhada e sensata do hotel, usando apenas os melhores artesãos, artífices locais e baseando-se num estilo tradicional. Agora completamente renovado, o hotel é gerido pelo Grupo Serena, o grupo hoteleiro líder na África Oriental.